sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O que você leva na mente?

Ando meio preocupado com esse blog. Menos por conta da sua qualidade, coisa que a Clê, a cada dia que passa, só faz elevar, e muito menos por causa da glasnost operada recentemente, quando dei uma de Bodatchov e possibilitei a perestroika ombudsmiana, abrindo a administração e o controle do mesmo para seus colaboradores. Até porque, pouco fizeram, além de botar pilha.

Ando bolado com seu caráter público e sua difusão.

Desde a origem, esse espaço se caracteriza por uma quase absoluta liberdade de expressão. Aqui, vale postar qualquer coisa.

Mas, hoje sinto medo de algumas possíveis leituras.

De pessoas do trabalho, mais especificamente.

Mais especificamente, do meu chefe, sr. Jota (que de tão próximo do K, principalmente no alfabeto imperial, já me sugere vôos de insetos kafkianos).

Uma coisa que sempre fiz questão – ou melhor, fizemos, agora que vivemos um período ‘pós-Muro de Login' – é que esse espaço pudesse ser um canal de difusão dos meus pensamentos mais politicamente INcorretos. Até porque tenho restrições a essa parada. Aliás, me incomoda mais uma expressão quase evangélica de seus proponentes, do tipo ‘você não sabe o que está dizendo’ ou ‘se não está comigo, é meu inimigo’ ou um afetado e estridente ‘que absurdo!’, do que suas proposições concretas.

Fico pensando onde mais poderei verbalizar tranqüilamente minhas piadas incorretas, meus comentários sobre o uso de cocaína (maconha pode), meu dom vagabundo, minhas bebedeiras em horários impróprios, meus impropérios, golfadas verbais e blasfêmias altissonantes.

Mas posso perder o emprego, ou sei lá, ameaça-lo com essa exposição.

E eu não estou a fim de voltar a estaca zero, nem trabalhar noutros ramos. Nem noutras ongs. Nem em lugar nenhum.

Eu queria mesmo é viver de samba e poesia.

Mas não dá.

Por outro lado, a idéia de progresso e trabalho pode tornar o que me é prazeroso outra coisa , e é até melhor eu não ter uma relação profissional com minha arte.

Tenho medo.


E contas a pagar.

*****

O sr. Jota, na última quarta, depois da pelada institucional, trouxe uma reflexão interessante. Versou sobre o significado social, a história social dos times de futebol, suas representações e tal.

Lembrando do futebol dos filósofos que vi no youtube, pensei nas correntes que melhor se coadunariam a cada clube.

Acho que ficaria assim:

Botafogo: idealismo alemão, aquela coisa romântica e sofrida. Se fosse estilo de música, seria EMO.

Fluminense; sem dúvida alguma, o platonismo, elitista e noutro plano (cor de rosa ou pó de arroz). República seria seu livro de cabeceira.

Flamengo: dada a magnitude de expressão, algo próximo de Nietsche em sua defesa das paixões e do excesso. Mas, no final das contas, seria mesmo é filosofia de botequim, irracional e intensa em seu absolutismo etílico.

Vasco: nenhuma, pois não existem pensadores relacionados a esse clube. Prova disso é o Sérgio Cabral, pai, filho e corja.

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Aliás, o futebol anda muito maneiro. Até as meninas compareceram e fizeram bonito.

Já penso em montar um time do ombudsman...



2 comentários:

Vitor Castro disse...

arruma mais três membros pro ombudsman(que faveleiro serve, no máximo, pra técnico) e lancem um desafio aos blogs vizinhos. aposto minhas fichas no ombudsman

Rodrigo Bodão disse...

ae, diante da bravura e raça da Clê, Faveleiro tá mais pra cheerleader... rsrsrs

dá o pompom pra ele...

só falta ser loura rsrsrs

kd tu pó de arroz???