
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
bicicletas sem rodinhas
tem esse blog que eu não gosto muito, mas vez por outra eu leio. não é que eu não goste da mulher, minhas ideias não batem com as dela. eu leio porque me foi indicado por uma amiga, em quem confio muito no gosto, e às vezes surge algo que vale a pena - e que debatemos, eu e a amiga, com alguma frequência.
bom, entrei lá hoje e tinha um texto que me deu até vontade de comentar. mas não vou não. preguiça de discutir com quem já parte do pressuposto de que tudo pode ser relativizado - veja bem, uma concepção relativa do conhecimento é diferente de uma relativista.
a tal senhorita em questão - eu não vou linkar porque não quero debate, quero só tratar do assunto aqui e faço referência para dizer de onde vem minha inspiração - fala sobre a não existência de manipulação nos meios de comunicação. um dos argumento, e este é o mais recorrente entre os que defendem a tese, é de que não podemos imaginar na sociedade atual que os donos dos veículos de comunicação são uns homens do mal que ficam em sua sala comendando nossas ações como titereiros ou que manipulam grosseiramente nossa consciência. é comum que os argumentos que não se sustentam na realidade utilizem do exagero, da exarcerbação. desqualifica o debate.
ora, eu também não acho que a família marinho seja um coletivo de titereiros - até porque os titereiros me são mais cativantes. mas veja bem, manipular não é impôr uma consciência, um olhar. manipular - e não precisa ser um muniz sodré da vida, que sabe a origem de todas as palavras da língua portuguesa de cabeça, basta olhar no houaiss - é influenciar, adulterar, tudo para servir a interesses. pode ser também, claro, manusear os fatos, as informações, os dados conseguindo que o outro se comporte de uma dada maneira.
pensemos. o que faz a folha de são paulo quando publica na CAPA uma ficha falsa da dilma? influencia? adultera? consegue que boa parte da opinião brasileira - ainda que por um tempo, atenção; e outra grande parte para sempre - se comporte (pense) como ela planejou? aqui algo relevante para se tomar em conta: a folha publicou CONSCIENTEMENTE uma imagem falsa.
chamem meu pai aqui e perguntem pra ele se ele já não viu a foto da ficha da dilma? ele afirmará com a sinceridade e a certeza que só os homens de um caráter tão bem moldado como ele afirmariam: SIM. meu pai não mente. é bem informado. tem título de doutor. uma escrita primorosa. fala inglês, francês e espanhol.
se isso não é manipulação, eu não sei o que é.
mas aí dirão: ah, seu pai é desinformado. caramba! o cara lê o jornal mais importante do país. o jornal que todo empresário e político desse país tem em suas mão diariamente. chamem meu velho e ensinem como se informar, porque eu não tenho dúvidas que ele pensa que o faz diariamente.
a questão está aqui: a folha tem um alcance e uma credibilidade que apenas as empresas de comunicação do seu nível (em capital e grandeza) podem alcançar. não me venha o blog do nassif dizer que a foto da dilma não é a foto da dilma. quem pauta o debate é a folha. quem diz o que vai se falar amanhã de manhã no balcão do botequim são os frias e os marinho.
há excessões? claro que há. porque a dinâmica social não é um todo monolítico. otávio frias não é titereiro. e meu pai não é bonequinho. há disputa. até porque se não houvesse, meus caros, podíamos entregar os pontos e curtir a bárbarie. a vida não teria o menor sentido se não houvesse disputa. a isso, eu chamo luta de classes. mas há outros nomes por aí. o fato de haver momentos em que nessa disputa triunfe a verdade (palavra proibida: verdade, que verdade?), como no caso da dilma - não EXISTE ficha no dops, isso é fato, é verdade - não quer dizer que não há manipulação. a manipulação é o ato de adulterar, forjar e provocar com isso o comportamento alheio - vejam papai.
engraçado é que a blogueira por mim citada diz que não se pode falar em manipulação, mas sim em influência. interessante jogo de palavras. manipular não pode, é ideológico, do mal, sectário. influenciar sim, não há dúvidas. no mar de contradições ela diz que o que a mídia faz é construir realidade. de acordo. só que eu não tenho dúvida de que a realidade existe, ela está aí. pergunta pros meus camaradas lá da maré se o caveirão é uma representação? chama os 18 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza e pergunta se tem como deixar de sentir fome atribuindo outro sentido à realidade? senta no fasano e pede um prato de 600 reais, quando o cara vier cobrar entrega uma nota de 10 e explica pra ele que o valor que você atribui àquela nota é de 700, porque a verdade não existe.
existem dois caminhos para os meios de comunicação: ou eles retratam a realidade, dão vazão à ela, mostram a vida social, ou eles "criam uma realidade"- como fez a folha com a ficha da dilma - e isso é manipulação, basta ler um dicionário, nem precisa estudar comunicação.
________
ando cada dia mais chata com esses assuntos, eu sei. por que falar em pobreza? violência? exploração? hoje, manipulação?
coisa mais sem sentido. por que?
um exercício pode ser olhar pela janela, a não ser que você viva como uma toupeira (debaixo da terra) as razões vão saltar na sua cara.
________
faveleiro, queria te responder por aqui, mas esse texto acabou ficando longo e agora minha cabeça já fervilha pensando em comunicação, manipulação e nojo do meio em que estudo.
de todos modos: não me leve tão a sério. não sou do tipo que manda recados, ainda mais por vias assim.
bom, entrei lá hoje e tinha um texto que me deu até vontade de comentar. mas não vou não. preguiça de discutir com quem já parte do pressuposto de que tudo pode ser relativizado - veja bem, uma concepção relativa do conhecimento é diferente de uma relativista.
a tal senhorita em questão - eu não vou linkar porque não quero debate, quero só tratar do assunto aqui e faço referência para dizer de onde vem minha inspiração - fala sobre a não existência de manipulação nos meios de comunicação. um dos argumento, e este é o mais recorrente entre os que defendem a tese, é de que não podemos imaginar na sociedade atual que os donos dos veículos de comunicação são uns homens do mal que ficam em sua sala comendando nossas ações como titereiros ou que manipulam grosseiramente nossa consciência. é comum que os argumentos que não se sustentam na realidade utilizem do exagero, da exarcerbação. desqualifica o debate.
ora, eu também não acho que a família marinho seja um coletivo de titereiros - até porque os titereiros me são mais cativantes. mas veja bem, manipular não é impôr uma consciência, um olhar. manipular - e não precisa ser um muniz sodré da vida, que sabe a origem de todas as palavras da língua portuguesa de cabeça, basta olhar no houaiss - é influenciar, adulterar, tudo para servir a interesses. pode ser também, claro, manusear os fatos, as informações, os dados conseguindo que o outro se comporte de uma dada maneira.
pensemos. o que faz a folha de são paulo quando publica na CAPA uma ficha falsa da dilma? influencia? adultera? consegue que boa parte da opinião brasileira - ainda que por um tempo, atenção; e outra grande parte para sempre - se comporte (pense) como ela planejou? aqui algo relevante para se tomar em conta: a folha publicou CONSCIENTEMENTE uma imagem falsa.
chamem meu pai aqui e perguntem pra ele se ele já não viu a foto da ficha da dilma? ele afirmará com a sinceridade e a certeza que só os homens de um caráter tão bem moldado como ele afirmariam: SIM. meu pai não mente. é bem informado. tem título de doutor. uma escrita primorosa. fala inglês, francês e espanhol.
se isso não é manipulação, eu não sei o que é.
mas aí dirão: ah, seu pai é desinformado. caramba! o cara lê o jornal mais importante do país. o jornal que todo empresário e político desse país tem em suas mão diariamente. chamem meu velho e ensinem como se informar, porque eu não tenho dúvidas que ele pensa que o faz diariamente.
a questão está aqui: a folha tem um alcance e uma credibilidade que apenas as empresas de comunicação do seu nível (em capital e grandeza) podem alcançar. não me venha o blog do nassif dizer que a foto da dilma não é a foto da dilma. quem pauta o debate é a folha. quem diz o que vai se falar amanhã de manhã no balcão do botequim são os frias e os marinho.
há excessões? claro que há. porque a dinâmica social não é um todo monolítico. otávio frias não é titereiro. e meu pai não é bonequinho. há disputa. até porque se não houvesse, meus caros, podíamos entregar os pontos e curtir a bárbarie. a vida não teria o menor sentido se não houvesse disputa. a isso, eu chamo luta de classes. mas há outros nomes por aí. o fato de haver momentos em que nessa disputa triunfe a verdade (palavra proibida: verdade, que verdade?), como no caso da dilma - não EXISTE ficha no dops, isso é fato, é verdade - não quer dizer que não há manipulação. a manipulação é o ato de adulterar, forjar e provocar com isso o comportamento alheio - vejam papai.
engraçado é que a blogueira por mim citada diz que não se pode falar em manipulação, mas sim em influência. interessante jogo de palavras. manipular não pode, é ideológico, do mal, sectário. influenciar sim, não há dúvidas. no mar de contradições ela diz que o que a mídia faz é construir realidade. de acordo. só que eu não tenho dúvida de que a realidade existe, ela está aí. pergunta pros meus camaradas lá da maré se o caveirão é uma representação? chama os 18 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza e pergunta se tem como deixar de sentir fome atribuindo outro sentido à realidade? senta no fasano e pede um prato de 600 reais, quando o cara vier cobrar entrega uma nota de 10 e explica pra ele que o valor que você atribui àquela nota é de 700, porque a verdade não existe.
existem dois caminhos para os meios de comunicação: ou eles retratam a realidade, dão vazão à ela, mostram a vida social, ou eles "criam uma realidade"- como fez a folha com a ficha da dilma - e isso é manipulação, basta ler um dicionário, nem precisa estudar comunicação.
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ando cada dia mais chata com esses assuntos, eu sei. por que falar em pobreza? violência? exploração? hoje, manipulação?
coisa mais sem sentido. por que?
um exercício pode ser olhar pela janela, a não ser que você viva como uma toupeira (debaixo da terra) as razões vão saltar na sua cara.
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faveleiro, queria te responder por aqui, mas esse texto acabou ficando longo e agora minha cabeça já fervilha pensando em comunicação, manipulação e nojo do meio em que estudo.
de todos modos: não me leve tão a sério. não sou do tipo que manda recados, ainda mais por vias assim.
clê, certa de que nem sempre é bem lida
_________
o título é lembrança de uma amiga querida com quem um dia conversava sobre temas parecidos e ela rindo, entre uma cerveja e outra, me disse:
- você não se sente feliz quando pensa? quando vê as coisas assim mais claras?
respondi que sim. ela:
- é como andar de bicicletas sem rodinhas, não acha?
o título é lembrança de uma amiga querida com quem um dia conversava sobre temas parecidos e ela rindo, entre uma cerveja e outra, me disse:
- você não se sente feliz quando pensa? quando vê as coisas assim mais claras?
respondi que sim. ela:
- é como andar de bicicletas sem rodinhas, não acha?
de bodão pra clê
recentemente bodão presenteou clementina com uma panela de pressão. não qualquer panela, mas uma autêntica Rochedo, e com alumínio extraduro. que fique claro que ele, em momento algum, com o presente, teve intenção de dizer que lugar de mulher é na beira do fogão: "olha só filhão, essa panela eu que vou usar. é só me convidar que eu faço um caldo responsa, parceiro!". Vale lembrar que no embrulho (teve até embrulho), tinha lá um DE: Bodão PARA: Clementina. Uma gracinha...
terça-feira, 3 de novembro de 2009
sinal de trânsito para tucanos
Retirado do AbundaCanalha

Depois da polêmica ilustração no Globo para o artigo de FHC, da contribuição do Esquerdopata, segue minha sugestão gráfica para guiar os passos das aves bicudas, que passam por momento de grande dificuldade de direção. Peço desculpas pelo uso do inglês, é que esse pessoal só obedece a ordens nesta língua.

Depois da polêmica ilustração no Globo para o artigo de FHC, da contribuição do Esquerdopata, segue minha sugestão gráfica para guiar os passos das aves bicudas, que passam por momento de grande dificuldade de direção. Peço desculpas pelo uso do inglês, é que esse pessoal só obedece a ordens nesta língua.
para onde vamos?

eu podia falar aqui do artigo que o FHC publicou no domingo no globo e no estadão. podia passar horas falando que ele ataca o lula evocando "bons costumes" - sem se 'lembrar' do filho fora do casamento que ele tem com uma conhecida jornalista brasileira. podia comentar da cara de pau do homem que MUDOU a constituição para ser reeleito - porque não impor que a mudança valesse a partir de seu sucessor? -, evocando os valores democráticos e dizendo que lula tem sede de poder. ou ainda falar do absurdo, sem pé nem cabeça, que é ele RECLAMAR da gestão que o governo faz junto a Vale, a maior empresa brasileira, por ele privatizada - num dia em que o jornal nacional deu 4 minutos para o parto de xuxa e 45 segundos para o leilão. ora, se tem uma coisa no governo a ser parabenizada é isso: no auge da crise, o presidente chamou junto o presidente da vale e exigiu o fim das demissões. enfim... a falta de qualquer senso de realidade ou democracia de FHC daria pano pra um manga, colarinho e gravata.
mas eu queria falar mesmo é do jornalismo porco, tosco, grosseiro e desrespeitoso. reparem na ilustração que o globo usou na sua publicação. reparem na 'brincadeira' com a mão que parodia o defeito físico do presidente. até a ironia com a língua inglesa me passa, mas o lance da mão é inaceitável.
eu edito fotos diariamente para irem ao ar numa página que é lida por 6 dúzia de gatos pingados, se comparado com o globo. nosso critério primordial é sempre prezar por aqueles que são expostos, seja na foto, seja no texto. eu não coloco uma criança brincando num balanço feliz e sorridente se o texto fala de uma mãe que teve seu filho assassinado. evitamos expor as fragilidades e as dores da pessoas que retratamos. é assim no meu trabalho e num é faculdade que ensina isso. a gente aprende diariamente como pode ser cruel expor os outros. mais cruel ainda é se o escárnio pessoal passa para as páginas dos jornais. pior: se ele é usado no debate político.
os meios de comunicação são a principal arena do debate público. ora, como colocar para debater os 190 milhões de brasileiro, senão via imprensa? não dá pra colocar todo mundo num vale com direito à fala e à voto como faziam os gregos. só que os espaço público do debate é privado. veja que ironia. e como tudo que é privado serve a seu dono. ou você acha que levo caixas de som e ligo no meu ipod no ônibus para a galera ouvir também? ele é meu. e a mim ele serve. no máximo, empresto pra minha irmã, em quem confio e de quem utilizo favores - eu empresto, ela empresta.
é assim que funciona a vida. eu sou os marinho, meu ipod é o globo e FHC é minha irmã. interesses regem o mundo.
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vou falar pela enésima vez pra já me blindar de críticas. eu não estou defendendo o lula. só estou condenando o FHC, figura morta na política hoje, de quem aécio já avisou que quer distância e que o serra está evitando claramente. único ex-presidente que dedica seu tempo à acusar seu sucessor - reparem em itamar, por exemplo, ou resgatem os anos que se seguiram a sarney.
volto a dizer: as críticas a lula são infinitas. mas não serão feitas pelos tucanos ou pela direita em geral. não serão porque eles não têm interesse em criticar aquilo que fazem igual. ou você já viu FHC falando de reforma agrária? já o viu comentando sobre a queda na pobreza no país? o que fez FHC com as favelas em 8 anos de presidência?
essa merda não vai mudar tão cedo. mas eu não vou deixar de reclamar mesmo assim. ainda mais diante de algo tão rídiculo e gritante como a plaquinha de STOP do The Globe - este periódico norte-americano que uma tradicional família brasileira imprime no rio de janeiro.
eu sei que pensar não é uma coisa muito na moda. em tempos que intelectual é xingamento e o bom mesmo é mandar tudo à merda - como se pudéssemos mandar tudo à merda, sem que a merda voltasse para nós em forma de violência, trânsito, inflação poluição etc. ihh me perdi. ah sim, ia dizer que se não for pedir demais, pensa bem antes de comprar o jornal. pensa antes de reproduzir o que você lê nele - meus ouvidos já tão cheios dessas merdas.
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favelereiro, não que eu lhe deva explicações, mas se você soubesse do esforço sobrehumano (tudo junto, com hífen? tá estranho) que fiz para estar na Ilha no sábado você não me chamaria de sulista.
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um dia você vai receber uma carta misteriosa. isso é legal: http://www.mysteriousletters.blogspot.com/
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o calor que fez nessa cidade hoje me fez imaginar se na verdade nós já não morremos e estamos desfrutando de uma bela estadia no inferno.
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vou voltar pro poderoso chefão.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
algo por aqui, depois de algumas cervejas por lá
Alguma coisa. Como assim alguma coisa? Qualquer merda, pô, mas tem que postar assim que chegar em casa. Porra, então vale um “alô” no blog e pronto. Até pode ser, vai ser uma merda, mas fazer o que se você é um merda?
Assim foi o diálogo amistoso iniciado com clê e terminado (não tão amistoso assim) com bodão. Mas cá estou eu, escrevendo algo além de um alô, pra evitar ser chamado de um merda amanhã.
Na verdade o post surge hoje, no Ramos (grande Ramos), com presença de bodão, clê, bebudo e muito mais. Antes de sair às pressas (por conta de um irmão que sempre esquece de trazer a chave de casa e sou obrigado semanalmente a vir pra casa cedo pra abrir a porta pro sujeito), tive que pegar as garrafas (vazias, apenas nove) na casa de clê pra devolver na maré (isso de quinta passada) pra entrar logo no carro (saí pra almoçar romanticamente, sem pretensões alcoólicas, mas não tive opções) e vir pra casa. Mas vamos lá.
Cá estou, meu irmão no vizinho até agora (depois de dez minutos por aqui), nem pensou em entrar em casa. Só aumentou minha irritação, já que podia ter ficado mais tempo no ramos, ao invés de ter me preocupado em sair correndo. Pior do que isso é ele dizendo que eu não deveria ter pressa. Mas fiquei sabendo do problema (?) dele por conta de meu pai, ligando preocupado, dizendo que ele estava na rua. Saí meio correndo, e ele até agora sem pressa nenhuma. Mas vamos lá.
Não é a primeira vez que o sujeito chega sem chave. E pela despreocupação dele, duvido que seja a última. Não é a primeira e nem a décima, já se passam de 20. Fora as vezes que estou junto, e com chave no bolso, que não contam. Mas vamos lá. De reclamar de irmão já chega.
Bodão, nosso anfitrião do blog (teve assunto aí de falar que o blog foi criado coletivamente, que foi num momento específico na cidade do Rio de Janeiro, que criamos juntos, etc., tudo mentira. Quem criou esta joça aqui foi bodão (a culpa é dele!). E inclusive custou a abrir mão dos privilégios destinados a criadores de blogs pelo Google. Não que eu tenha problemas com ele por isso, mas já tiveram. Nem sei se ainda não o tem, mas vamos lá.
Ramos. Pouca novidade. Mas estávamos lá clê, bode e eu. Plena segunda-feira (tudo bem que era feriado, mas...) bebendo (aí que mora a novidade (rá!)) e conversando. bodão calmo, clê serena e eu mais calmo e sereno que os dois juntos. O Chico que deu uma dormida e todos o compararam a mim, há daqui uns 20 anos. Dormir tenho as manhas, é verdade. Dos três (sem contar o F A V E L E I R O, pelo menos), sou o que durmo sem rivotril ou remédio pra alergia. Umas oito cervejas e cama fácil (hoje está sendo diferente, depois de mais de 30 no Ramos, fui obrigado a escrever alguma coisa por aqui. Perdi o sono. Pelo menos até terminar isso. Estou falando de dormir, porque dormir em mesa de bar é comum pra mim. As pessoas estranham, mas é normal a gente acordar e estar pronto pra mais uma cerveja (quando não pra mais). Deixem eles estranhando, mas é uma forma de descansar trabalhando. Mas vamos lá.
Falando em vamos lá, estou imaginando esse povo, muito mais guerreiro do que eu, ainda no Ramos, lamentando por que o Tinoco começou nesse momento a lavar o chão da casa. Lamentável. Não (mentira!) queria estar lá pra ver essa cena (pela enésima vez). Mas depois de escrever absolutamente nada por aqui, não sei se durmo ou se fico aguardando ou um ou outro postar alguma bodega, pra não ficar curioso no meio da noite. Se é que vão escrever alguma coisa. Boa noite que o sono chegou!
Assim foi o diálogo amistoso iniciado com clê e terminado (não tão amistoso assim) com bodão. Mas cá estou eu, escrevendo algo além de um alô, pra evitar ser chamado de um merda amanhã.
Na verdade o post surge hoje, no Ramos (grande Ramos), com presença de bodão, clê, bebudo e muito mais. Antes de sair às pressas (por conta de um irmão que sempre esquece de trazer a chave de casa e sou obrigado semanalmente a vir pra casa cedo pra abrir a porta pro sujeito), tive que pegar as garrafas (vazias, apenas nove) na casa de clê pra devolver na maré (isso de quinta passada) pra entrar logo no carro (saí pra almoçar romanticamente, sem pretensões alcoólicas, mas não tive opções) e vir pra casa. Mas vamos lá.
Cá estou, meu irmão no vizinho até agora (depois de dez minutos por aqui), nem pensou em entrar em casa. Só aumentou minha irritação, já que podia ter ficado mais tempo no ramos, ao invés de ter me preocupado em sair correndo. Pior do que isso é ele dizendo que eu não deveria ter pressa. Mas fiquei sabendo do problema (?) dele por conta de meu pai, ligando preocupado, dizendo que ele estava na rua. Saí meio correndo, e ele até agora sem pressa nenhuma. Mas vamos lá.
Não é a primeira vez que o sujeito chega sem chave. E pela despreocupação dele, duvido que seja a última. Não é a primeira e nem a décima, já se passam de 20. Fora as vezes que estou junto, e com chave no bolso, que não contam. Mas vamos lá. De reclamar de irmão já chega.
Bodão, nosso anfitrião do blog (teve assunto aí de falar que o blog foi criado coletivamente, que foi num momento específico na cidade do Rio de Janeiro, que criamos juntos, etc., tudo mentira. Quem criou esta joça aqui foi bodão (a culpa é dele!). E inclusive custou a abrir mão dos privilégios destinados a criadores de blogs pelo Google. Não que eu tenha problemas com ele por isso, mas já tiveram. Nem sei se ainda não o tem, mas vamos lá.
Ramos. Pouca novidade. Mas estávamos lá clê, bode e eu. Plena segunda-feira (tudo bem que era feriado, mas...) bebendo (aí que mora a novidade (rá!)) e conversando. bodão calmo, clê serena e eu mais calmo e sereno que os dois juntos. O Chico que deu uma dormida e todos o compararam a mim, há daqui uns 20 anos. Dormir tenho as manhas, é verdade. Dos três (sem contar o F A V E L E I R O, pelo menos), sou o que durmo sem rivotril ou remédio pra alergia. Umas oito cervejas e cama fácil (hoje está sendo diferente, depois de mais de 30 no Ramos, fui obrigado a escrever alguma coisa por aqui. Perdi o sono. Pelo menos até terminar isso. Estou falando de dormir, porque dormir em mesa de bar é comum pra mim. As pessoas estranham, mas é normal a gente acordar e estar pronto pra mais uma cerveja (quando não pra mais). Deixem eles estranhando, mas é uma forma de descansar trabalhando. Mas vamos lá.
Falando em vamos lá, estou imaginando esse povo, muito mais guerreiro do que eu, ainda no Ramos, lamentando por que o Tinoco começou nesse momento a lavar o chão da casa. Lamentável. Não (mentira!) queria estar lá pra ver essa cena (pela enésima vez). Mas depois de escrever absolutamente nada por aqui, não sei se durmo ou se fico aguardando ou um ou outro postar alguma bodega, pra não ficar curioso no meio da noite. Se é que vão escrever alguma coisa. Boa noite que o sono chegou!
domingo, 1 de novembro de 2009
post de domingo

deixei a fadiga (aka mau-humor preguiçoso) de lado e fui ver bastardos inglórios. fui num cinema perto de casa, praticamente de pijamas e quase levo meu pote de nutella junto. inclusive, lembrei porque não vou ao severiano ribeiro: o som é horrível. estourou o filme inteiro.
ma voltemos ao filme. é genial. gostei muito. eu não diria que é meu favorito do tarantino porque kill bill 1 reina no meu coração. mas, se um filme será uma obra prima (como conclui o tenente aldo - personagem de brad pitt na cena final) só o tempo pode dizer. de todos modos, é um filme que eu quero ver de novo. ele tem muitas referências, a muitas coisas. na trilha, nos diálogos, nas cenas, nos nomes dos personagens... não dá pra pegar tudo na primeira vez.
quem não viu já deve saber, mas vamos lá: o filme é sobre um grupo de judeus que forma tipo uma guerrilha para matar nazistas na frança ocupada, durante a segunda guerra. esse grupo é liderado pelo tenente representado por brad. em paralelo, há a história de uma judia, que é dona de um cinema em paris. e ligando tudo e todos há o excepcional personagem de christoph waltz, um coronel nazi bem sagaz. a trama: jeseph goebbels (sem paciência pra dar google), ministro da propaganda de hitler, decide fazer o lançamento de um de seus filme no cinema da judia - sem saer que ela é judia, claro. os bastardos decidem atacar o cinema. a judia também. todos na esperança de matar os cabeças da alemanha nazista.
muito sangue. muito. umas cenas horrorosas - pelo menos para mim que não gosto nem de OLHAR para uma seringa. em vários momentos fechei os olhos. mas já sabia que seria assim. tarantino é o único diretor que me faz ir ao cinema para ver sangue jorrando e cabeças serem escalpeladas. sim, esse foi o primeiro filme dele que vi no cinema - faz alguma diferença.
e por que genial? pelos diálogos que são rápidos, inteligentes e com dose certa de sarcasmo. a primeira cena é uma das melhores que eu já vi na vida. o diálogo é fantástico, o som, as expressões... mas é genial também pela trilha - que como sempre faz referência a vários filmes. é genial porque waltz em seu papel de coronel caçador de judeus está muito bom - todo mundo tá dizendo isso. tem ainda o fofo do daniel bruhl (adeus lênin, edukators), que adoro. e cara, o argumento é muito bom - e nada fiel à História, o que o torna excelente. o tom pouco cuidadoso com que ele trata os nazistas, as caricaturas dos personagens e claro, a sagacidade e crueldade dos judeus - que causam um prazer indescritível. é um filme original também, os personagens fogem do senso comum: o judeu não é coitado, hitler não é O ESPERTO e os alemães... bom, a eles a ignorância do nacionalismo e a crueldade da supremacia.
um filme que DEVE, precisa ser visto.
só uma coisa que me incomodou: achei brad pitt exagerado. em especial na cena do médico de cachorros e na do urso judeu. perdeu a mão no sotaque e na franzida da testa.

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hoje acordei foi com vontade de rever o poderoso chefão. vou ali ficar imitando a boca de don corleone de frente pra tela.
bom feriado.
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mas antes, pra vocês que não têm o dvd do poderoso chefão, deixo isso aqui:
o que de melhor a música brasileira já produziu.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Hoje trabalhei em casa e confesso: me fez muito bem. Primeiro pela tranqüilidade do ambiente, bem diversa de onde trabalho, uma sala lotada de papéis, computadores, afazeres, de olhares tensos e insatisfeitos. Por poder ficar sem camisa e descalço. E aqui ainda faço companhia à minha mãe e aproveito da sua presença e de minha avó-materna-quase-mãe de 98 anos, coisa que nem sabia que sentia tanta falta... É muito bom conviver com ela nessa idade... Diferente de outros tempos... Mas isso é papo para outro texto que não pretendo escrever agora, pois mais parece uma elegia fora de hora – e pelo visto, graças a Deus, enquanto expressão popular e obsessão da véinha, ainda há de se adiar por anos...
Outra coisa boa nessa labuta caseira foi poder vivenciar minhas emoções com maior liberdade e privacidade. Vez por outra, minha mente passa a divagar, com a ajuda da tela do computador via internet, e dispara lembranças que me remetem às lágrimas. Lágrimas mansas, calmas, mas, como sempre há de ser dessa estirpe específica de lágrimas, doídas.
Então, em casa, ponho-me a caminhar, acendo um cigarro, permito-me chorar – e as lágrimas fluem. Só não posso dizer que caem ao chão porque encontram antes o obstáculo de minha barriga proeminente, onde encontram cura. Isso porque, ao mesmo tempo em que molham e retornam à fonte da dor que as engendra, que é meu corpo, fazem-me lembrar que devo emagrecer, que devo malhar, fazer dieta, dar um tempo na cerveja, cuidar da saúde – e remetem minha atenção novamente para os afazeres cotidianos e o trabalho que estava a realizar.
Salvo pela pança!!!! – quem diria... ( . )
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Acho bom que a mídia tenha finalmente percebido a gravidade do problema do crack no Rio de Janeiro... Mas, como sempre, também tenho minhas ressalvas:
- por que sempre parece necessário aparecer um caso problema numa família de classe média para haver alguma ação da mídia e, a partir disso, do governo e órgãos competentes. Caramba, as crianças e adolescentes da favela estão padecendo desse mal há tanto tempo e só depois que um idiota mata a namorada estrangulada e se comporta, não leve a mal, mais para um bêbado do que para alguém que usou crack - não lembra, estava dormindo (como assim???) ao lado da namorada morta – a porra da sociedade se mobiliza. As vidas não devem ser hierarquizadas... Mas, como são, fico com a tentação de seguir o furor do Faveleiro e gritar: que se foda esse playboyzinho de merda e sua namoradinha-noiva-cadáver!!! (desculpem o sarcasmo, foi mais forte do que eu)
- que foi aquilo de entrevistar o pai do moleque-idiota-crackeiro-de-merda no RJ TV...
- as respostas dadas por importantes figuras da reforma psiquiátrica como Pedro Gabriel Delgado, quase estimulando a internação involuntária – ainda que em hospitais gerais e não em hospitais psiquiátricos, coerente portanto com as propostas de reforma – me assustam: sinto cheiro da proliferação de bichos de sete cabeças...
- odeio essa coisa de endemonizar a droga. Se o camarada estiver em um momento em que dispõe de alguma estrutura na vida, enfim, coisas que lhe façam sentido, planos de futuro, sonhos possíveis, dinheiro no bolso, algo a perder e tal, é muito mais difícil ele sucumbir à tentação viciante das drogas. O problema geralmente é do cara, é falta de perspectivas, problemas na família, crises temporárias, etc. Óbvio que existe o camarada que é seduzido pelo canto das sereias, mas, feito um Ulisses, se tiver estrutura - um bom mastro, nós firmes e cordas resistentes (não entendeu, vai ler a Odisséia de Homero) – o camarada até pode sucumbir, mas volta... A droga em si, só dá onda, é inócua... Não adianta internar e não criar boas condições posteriores (estrutura) para o cara, que ele volta pro vício.
- é certo que o canto da sereia do crack é sinistro. Digo isso porque já usei e confesso que não gostei muito da parada, tanto por seu efeito anti-social, quanto por ver o que tem feito com a molecada e com alguns amigos meus. O efeito é até bom, mas não vale a pena. Eu gosto muito de gente para ficar me escondendo nas sombras. Por isso mesmo, não o endemonizo. O problema é mais embaixo, parceiro. Mas, enfim, deve haver algum enfrentamento, claro, alguma forma de internação, sim, mas sem nunca esquecer o paradigma ético da reforma psiquiátrica, de tratar o usuário de serviços de saúde mental como sujeito de seu próprio destino... Até porque, internado à força, é mais fácil que ele pule o muro, pire de vez ou simplesmente jogue o joguinho das terapias, medicamentos e ambulatórios de maneira hipócrita... E volte a fumar pedra.
- vale também divulgar a perspectiva da redução de danos, onde a troca do crack por drogas que causem menos dependência e prejuízos, como a maconha, deve ser aceita e por vezes até estimulada.
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Minha avó vendo as pedras de quilos e quilos de crack apreendidas que estavam sendo expostas no Jornal Hoje, perguntou: ‘O que que é isso, meu filho??? Rapadura???’
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E, por fim...
VALEI-ME MEU SÃO JUDAS TADEU!!!!!
TRAGA O HEXA PRA NAÇÃO RUBRONEGRA!!!!!!
Outra coisa boa nessa labuta caseira foi poder vivenciar minhas emoções com maior liberdade e privacidade. Vez por outra, minha mente passa a divagar, com a ajuda da tela do computador via internet, e dispara lembranças que me remetem às lágrimas. Lágrimas mansas, calmas, mas, como sempre há de ser dessa estirpe específica de lágrimas, doídas.
Então, em casa, ponho-me a caminhar, acendo um cigarro, permito-me chorar – e as lágrimas fluem. Só não posso dizer que caem ao chão porque encontram antes o obstáculo de minha barriga proeminente, onde encontram cura. Isso porque, ao mesmo tempo em que molham e retornam à fonte da dor que as engendra, que é meu corpo, fazem-me lembrar que devo emagrecer, que devo malhar, fazer dieta, dar um tempo na cerveja, cuidar da saúde – e remetem minha atenção novamente para os afazeres cotidianos e o trabalho que estava a realizar.
Salvo pela pança!!!! – quem diria... ( . )
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Acho bom que a mídia tenha finalmente percebido a gravidade do problema do crack no Rio de Janeiro... Mas, como sempre, também tenho minhas ressalvas:
- por que sempre parece necessário aparecer um caso problema numa família de classe média para haver alguma ação da mídia e, a partir disso, do governo e órgãos competentes. Caramba, as crianças e adolescentes da favela estão padecendo desse mal há tanto tempo e só depois que um idiota mata a namorada estrangulada e se comporta, não leve a mal, mais para um bêbado do que para alguém que usou crack - não lembra, estava dormindo (como assim???) ao lado da namorada morta – a porra da sociedade se mobiliza. As vidas não devem ser hierarquizadas... Mas, como são, fico com a tentação de seguir o furor do Faveleiro e gritar: que se foda esse playboyzinho de merda e sua namoradinha-noiva-cadáver!!! (desculpem o sarcasmo, foi mais forte do que eu)
- que foi aquilo de entrevistar o pai do moleque-idiota-crackeiro-de-merda no RJ TV...
- as respostas dadas por importantes figuras da reforma psiquiátrica como Pedro Gabriel Delgado, quase estimulando a internação involuntária – ainda que em hospitais gerais e não em hospitais psiquiátricos, coerente portanto com as propostas de reforma – me assustam: sinto cheiro da proliferação de bichos de sete cabeças...
- odeio essa coisa de endemonizar a droga. Se o camarada estiver em um momento em que dispõe de alguma estrutura na vida, enfim, coisas que lhe façam sentido, planos de futuro, sonhos possíveis, dinheiro no bolso, algo a perder e tal, é muito mais difícil ele sucumbir à tentação viciante das drogas. O problema geralmente é do cara, é falta de perspectivas, problemas na família, crises temporárias, etc. Óbvio que existe o camarada que é seduzido pelo canto das sereias, mas, feito um Ulisses, se tiver estrutura - um bom mastro, nós firmes e cordas resistentes (não entendeu, vai ler a Odisséia de Homero) – o camarada até pode sucumbir, mas volta... A droga em si, só dá onda, é inócua... Não adianta internar e não criar boas condições posteriores (estrutura) para o cara, que ele volta pro vício.
- é certo que o canto da sereia do crack é sinistro. Digo isso porque já usei e confesso que não gostei muito da parada, tanto por seu efeito anti-social, quanto por ver o que tem feito com a molecada e com alguns amigos meus. O efeito é até bom, mas não vale a pena. Eu gosto muito de gente para ficar me escondendo nas sombras. Por isso mesmo, não o endemonizo. O problema é mais embaixo, parceiro. Mas, enfim, deve haver algum enfrentamento, claro, alguma forma de internação, sim, mas sem nunca esquecer o paradigma ético da reforma psiquiátrica, de tratar o usuário de serviços de saúde mental como sujeito de seu próprio destino... Até porque, internado à força, é mais fácil que ele pule o muro, pire de vez ou simplesmente jogue o joguinho das terapias, medicamentos e ambulatórios de maneira hipócrita... E volte a fumar pedra.
- vale também divulgar a perspectiva da redução de danos, onde a troca do crack por drogas que causem menos dependência e prejuízos, como a maconha, deve ser aceita e por vezes até estimulada.
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Minha avó vendo as pedras de quilos e quilos de crack apreendidas que estavam sendo expostas no Jornal Hoje, perguntou: ‘O que que é isso, meu filho??? Rapadura???’
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E, por fim...
VALEI-ME MEU SÃO JUDAS TADEU!!!!!
TRAGA O HEXA PRA NAÇÃO RUBRONEGRA!!!!!!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
a postagem de faveleiro me fez recordar o contexto em que nós quatro nos tornamos amigos. foi numa noite de bebedeira numa estrada em miguel pereira, eu diria. pegamos a estrada, bêbados, capilo desligava o farol para fazer graça (??!!??). bebemos umas latinhas num posto de gasolina e dali em diante começamos a trocar ideias sobre tudo.
o blog veio depois eu acho. já éramos meio que parceiros. aí tinha essa indignação com o pan. fizemos 1000 cartazes e um vídeo. colamos os cartazes a noite pela cidade. eram duas duplas: eu e faveleiro; bodão e capilo. bodão e capilo colaram metade do que nós colamos porque pararam para beber no meio da parada. bom, depois bebemos também. os cartazes que sobraram distribuímos numa manifestação que teve no maracanã.
foi uma parada maneira.
nós quatro nos encontramos pouco. os quatro ao mesmo tempo - porque eu e capilo trabalhamos na mesma sala diariamente. mas ainda é bom. é bom encontrar os outros dois de manhã e ver que assim como eu estão ansiosos por comentar a 'volta' de faveleiro. é bom quando tem samba, cerveja e nossas conversas profundas permeadas por trocadilhos bodanescos.
quinta-feira, faveleiro. a partir das 16h o tal chá de casa nova, lá na maré. leve o violão, que bodão vai levar o pandeiro. eu vou dar uma caixa de cerveja. do resto capilo cuida.
_______
ontem capilo me pediu dois reais pra pagar a conta de luz dele.
hoje eu pedi 3 pra poder pagar a van de volta pra casa.
curiosa para saber como vamos pagar o almoço de amanhã. porque geralmente quando não tenho, conto com a solideriedade do amigo. o contrário também acontece. mas amanhã, tá foda!
cara, e hoje ainda é dia 27!
o blog veio depois eu acho. já éramos meio que parceiros. aí tinha essa indignação com o pan. fizemos 1000 cartazes e um vídeo. colamos os cartazes a noite pela cidade. eram duas duplas: eu e faveleiro; bodão e capilo. bodão e capilo colaram metade do que nós colamos porque pararam para beber no meio da parada. bom, depois bebemos também. os cartazes que sobraram distribuímos numa manifestação que teve no maracanã.
foi uma parada maneira.
nós quatro nos encontramos pouco. os quatro ao mesmo tempo - porque eu e capilo trabalhamos na mesma sala diariamente. mas ainda é bom. é bom encontrar os outros dois de manhã e ver que assim como eu estão ansiosos por comentar a 'volta' de faveleiro. é bom quando tem samba, cerveja e nossas conversas profundas permeadas por trocadilhos bodanescos.
quinta-feira, faveleiro. a partir das 16h o tal chá de casa nova, lá na maré. leve o violão, que bodão vai levar o pandeiro. eu vou dar uma caixa de cerveja. do resto capilo cuida.
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ontem capilo me pediu dois reais pra pagar a conta de luz dele.
hoje eu pedi 3 pra poder pagar a van de volta pra casa.
curiosa para saber como vamos pagar o almoço de amanhã. porque geralmente quando não tenho, conto com a solideriedade do amigo. o contrário também acontece. mas amanhã, tá foda!
cara, e hoje ainda é dia 27!
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