
quarta-feira, 2 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
Das ruas do Rio
"Nem o mosquito da dengue é tão perseguido quanto os camelôs do Rio de Janeiro". E dá-lhe rapa!
Da coluna do macaco simão
E a EPIDEMAIA: Urgente! Dengue News!
Diz que o mosquito chegou bêbado em casa, e a mosquita: "Você picou o Zeca Pagodinho de novo?".
E aí o mosquito chegou em casa falando: "Dois mais dois talveus seje cinco". A mosquita: "Você picou a Carla Perez?"
E como disse a mosquita: "Se você chupar a Juliana Paes, vai apanhar!".
Rarará! É mole? É mole, mas sobe! Ou, como diz o outro: é mole, mas trisca pra ver o que acontece!
Diz que o mosquito chegou bêbado em casa, e a mosquita: "Você picou o Zeca Pagodinho de novo?".
E aí o mosquito chegou em casa falando: "Dois mais dois talveus seje cinco". A mosquita: "Você picou a Carla Perez?"
E como disse a mosquita: "Se você chupar a Juliana Paes, vai apanhar!".
Rarará! É mole? É mole, mas sobe! Ou, como diz o outro: é mole, mas trisca pra ver o que acontece!
sábado, 29 de março de 2008
terça-feira, 25 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
As curvas da estrada de Santos
Eu piso mais fundo,corrijo num segundo
Não posso parar"
Porque eu troquei o forró por Roberto Carlos. Ele é rei.
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Hoje de manhã acordei animada. Tava sem internet. Fiquei escrevendo um monte de porcaria. Como era tudo porcaria, fui fechando sem salvar. Acontece que no meio da porcaria tinha um texto sobre o Nassif e alguns trechos da entrevista pra Caros. Não que fosse bom, mas eu queria colocar aqui. Isso mesmo, não salvei a parada. Agora já era. Perdi a motivação. Odeio quando pequenas coisas dão erradas, te fazendo crer que tudo a seu redor tende ao erro, só porque você tá levando a vida com um erro gigante. Incompreensível, eu sei. Mas isso aqui é um blog de devaneios e desvarios.
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A mulher mala para quem eu e Capilo estamos editorando um livro acha maneiro me acordar às 9h no dia em que não trabalho de manhã. Ela me adora. Praga de Capilo, só pode. Mas tem volta, pode aguardar. Ainda arrumo uma mala só pra ele.
domingo, 16 de março de 2008
Porca miséria
Caros Amigos é sempre uma leitura prazerosa. A edição desse mês, em particular, está excelente. A entrevista é com Nassif, motivada, claro, pela briga que ele anda comprando com Veja. Nassif fala um monte de coisa interessante, muitas das quais pretendo comentar aqui em algum momento (de preferência num post feito antes das 3 da manhã). Destacaria também a estréia da coluna do Marcos Bagno, entrevistado do mês passado que desceu o pau no preconceito linguístico. A coluna se chama "Falar Brasileiro", bem interessante. Mas no todo, a edição está bem gostosa de ler, com um humor que vai desde a Marilene Felinto (que geralmente escreve coisas bem duras) até a apimentada coluna do Palmério Dória (que dentre outras coisas fala de Juno, filme fofíssimo que adorei). Parece que colunistas e jornalistas combinaram: "Vamo fazer uma edição foda e divertida?". Pra mim, funcionou.
Mas o que escolhi pra postar aqui, é um poema do Glauco Mattoso que me lembrou o meu caro Bodão e outros tantos visitantes bebuns desse blog.
Mas o que escolhi pra postar aqui, é um poema do Glauco Mattoso que me lembrou o meu caro Bodão e outros tantos visitantes bebuns desse blog.
soneto do crime famélico
a câmera indiscreta e patrulheira
que há no supermercado, fotografa
os passos do moleque que se esgueira
por entre as prateleiras e as "abafa"
o jovem ladrãozinho faz a feira:
biscoitos, doces, balas... a garrafa
de uísque não lhe escapa à mão certeira!
minutos mais, e o jovem já se safa
detido na saída, foi levado
ao próximo distrito. o delegado
pergunta-lhe: "se é fome, por que uísque?"
o cínico ladrão nem titubeia:
sabendo que não fica na cadeia,
responde: "só por pão, tem quem se arrisque?"
a câmera indiscreta e patrulheira
que há no supermercado, fotografa
os passos do moleque que se esgueira
por entre as prateleiras e as "abafa"
o jovem ladrãozinho faz a feira:
biscoitos, doces, balas... a garrafa
de uísque não lhe escapa à mão certeira!
minutos mais, e o jovem já se safa
detido na saída, foi levado
ao próximo distrito. o delegado
pergunta-lhe: "se é fome, por que uísque?"
o cínico ladrão nem titubeia:
sabendo que não fica na cadeia,
responde: "só por pão, tem quem se arrisque?"
Eu não me arrisco.
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Ando ouvindo muito forró. Estranho e sintomático. Essa saudade do agreste que não passa. Daí começa a chover freneticamente no Rio. Tudo alaga. A cidade fica horrorosa, os cariocas andam de ônibus com janela fechada e tiram casacos do armário. Dá mais saudade da terra seca. Lá quando chove é sinal de bons ventos.
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Ando ouvindo muito forró. Estranho e sintomático. Essa saudade do agreste que não passa. Daí começa a chover freneticamente no Rio. Tudo alaga. A cidade fica horrorosa, os cariocas andam de ônibus com janela fechada e tiram casacos do armário. Dá mais saudade da terra seca. Lá quando chove é sinal de bons ventos.
quinta-feira, 13 de março de 2008
O Segredo

Eu e Capilo estamos fazendo um trabalho pra uma empresa aí que nem vale a pena falar o nome. O trabalho é editar um livro. O livro é de fotos das ações da companhia e depoimentos. Os depoimentos são de muita gente: quem fez o trabalho e quem foi beneficiado por ele. Nada muito complicado, não? Errado!
Seria simples se não tivéssemos que aturar a diretora da tal empresa. Na verdade nem sei se a mulher é diretora. Não deve ser. Mas ela é o nosso contato lá, foi ela que nos contratou.
Pensa numa pessoa chata. Pensa bem.
...
Pensou?
Ela é pior. Ela fica mandando centenas de e-mail por dia com explicações esdrúxulas do que temos que fazer. Odeio gente exageradamente didática. Porra! Explica, se não deu certo, aí você aprofunda. Não dá pra trabalhar com alguém que depois de um mês não percebeu que você é tem o tele-encéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor. Ou seja, é capaz de repetir um mesmo processo sem que ela mande intermináveis tabelas de Excel.
Pra terminar a descrição - senão vou ficar horas aqui externando meu misto de ódio e cansaço –, a criatura tem a divertida mania de chamar todo mundo pelo nome e sobrenome. Muito engraçado. É Juliana Paixão, Fernando Simões, João Ferraz, Juliana Coutinho (esses são os sobrenomes com os quais me ambientei depois de um mês). Aí agora, quando eu ligo pra ela, ao invés de dizer: aqui é Clementina; eu digo: Oi, aqui é Clementina Silva. Imagino ela delirando do outro lado da linha. Pois não deu outra. Hoje tivemos uma reunião e ela me apresentou à Juliana Coutinho como Clementina Silva. A-D-O-R-E-I. Só pode ser TOC.
Sim, mas o que eu queria contar é que hoje era dia de encontrá-la e como na semana anterior Capilo já tinha passado por esse martírio, eu me ofereci. Depois de uma hora me explicando d-i-d-a-t-i-c-a-m-e-n-t-e o que íamos fazer, entrei no assunto do livro propriamente dito. Falamos sobre diagramação e edição (com o material que eu já havia preparado com Capilo pela manhã – pra vocês verem o que tenho que agüentar). Quando terminei de falar, ela comenta:
- Tem que ter muito cuidado com essa coisa de combinar os depoimentos com as fotos.
- Fica tranqüila. É justamente isso que faz o editor. Nossa idéia é reduzir bem os textos e carregar nos depoimentos, para ficar melhor de ler mesmo – tentei passar um pouco de segurança pra ela.
- Tem até um livro que foi todo feito com depoimentos, que eu gosto bastante. Assim, é bem diferente do nosso, mas é uma referência de como usar bem depoimentos.
- Hum... – comecei a sentir medo.
- É meio de auto-ajuda, mas eu gostei bastante. [comecei a suar frio e procurar uma maneira rápida de fugir do cubículo onde estávamos depois que ela repetiu que gostou] Você já deve ter ouvido falar, O Segredo.
Ahhhhh!!!! The Secret, O Segredo. O clássico do nosso tempo. Aquelas 150 páginas arrebatadoras e capazes de consertar qualquer coisa, curar qualquer doença. Só podia. Até jeito no nosso livro O Segredo pode dar. É a força da mente.
Prendi a respiração. Usei a força da mente. Mandei uma mensagem pra Capilo, apenas para pontuar que a próxima vez é dele. E pensei aliviada: Ombudsman nela!
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