sábado, 24 de maio de 2008

Tomar decisões erradas...

...é uma coisa normal. O duro é ficar amargando elas depois.


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Em dois dias, ouvi 3 vezes que eu gosto de confusão. Na terceira, tive que admitir. Mas com ressalvas. Sou uma pessoa que não abro mão da minha opinião e também não gosto nem de imaginar que vão mexer ou pensar em mexer com quem eu gosto. Viro bicho. E se isso é gostar de confusão, desculpa, gosto mesmo. Tô nem aí, tem gente que gosta de coisa pior, te garanto.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

mais curtas

Rádio CBN, comentarista ao final do jogo Botafogo x Corinthians:

“O resultado foi justo, assim como seria se o Corinthians tivesse vencido”

Comentarista (mulher) durante falta de um jogador do Chelsea em Cristiano Ronaldo. Recebeu cartão amarelo

"Na minha opinião isso não é falta para cartão amarelo, mas para cartão vermelho. Mas ficou de bom tamanho"

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Curtinhas

No almoço hoje.

- E o que tem o Flamengo em comum com o Ronaldinho?
- Os dois são Bi?
- Não. Foram pra uma noite achando que iam arrasar e tomaram de três.

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No teatro.

- Filho, meu cabelo tá bom?
- Relaxa mãe, numa peça que tem a Juliana Paes, ninguém vai reparar no seu cabelo.


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Na van.

- Olha esse gordo aí na rua, parece um mutante.

Pensei: nossa, que cobrador astuto, comparação inusitada.

-
É mesmo. Devia até tá na novela (todos riem).
- Cara, vou te falar, nem vejo novela da Globo mais, tudo a mesma coisa. Os mutantes são muito foda.
- Tou sabendo que a Record já superou a Globo, rapaz.

Motorista culto também, entende tudo de mídia.

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A quem interessar possa:
O Glorioso está nas semi-finais da Copa do Brasil contra o Corinthians (time de Capilo). Pois bem, o jogo de volta será em Sampa na quarta-feira da outra semana, dia 28. Eu e Capilo apostamos a conta do bar. Quem perder banca. Fica o convite para os amigos que quiserem assistir o show de bola do Glorioso na companhia de dois agradáveis torcedores.

PS: a noite parece ser boa, porque nosso amigo Cajibrina (que não tem time, bebe pra comemorar qualquer vitória) prometeu que vai.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Sem Tela



Uma sessão como poucas do cineclube Sem Tela no morro do Alemão ontem. Lotada e bem bonita. Vista impagável do alto da laje que dá de frente pro morro do Adeus, criançada feliz, o chão cheio de pipoca e a boa cerveja gelada (e barata) de sempre. Memorável.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Reunião de trabalho

Depois do expediente de sexta (post aí abaixo), ficou combinado que tínhamos reunião ontem.

Há muito que os 4 editores/ escritores/ poetas/ vagabundos desse blog não se encontravam. Ontem foi o dia tão esperado. A noite rendeu. Despidos de nosso moralismo barato e surpresos com o nível de intimidade que alcançamos (claro que a caixa de cerveja contribuiu), a reunião foi de Bukowski a Durkheim de uma forma alucinada, passando claro pelo funk do Freud: 'Freud era mó doente/ gostava de cheirar pó/ descobriu o inconsciente comendo a Ana Ó. Ana Ó...Ana Ó...Ana Ó...Ana Ó Freud comeu a Ana Ó'

Abaixo, os melhores momentos, como o abraço de Capilo e Bodão depois que brigaram (quer apostar quanto que Capilo não lembra disso?). Bom, eu também não lembro de muita coisa, mas isso não importa, relevante mesmo são nossos devaneios, as soluções pro mundo que encontramos ontem e a cerevja. O resto é história: não vale nada.



A cornitude é a amplidão da consciência macha
Bodão



Esse cara tava vendendo umas paradas lá. Pagamos uma cachaça pra ele. Hoje, tentei lembrar o nome da figura: Capilo, como era o nome desse cara?
- Ah, lembro que era com M. Marcos? E ele disse usava esse P porque é 'muleque piranha'.

O abraço da reconciliação.


O brinde final.





terça-feira, 13 de maio de 2008

Agenda


Bons debates e exibição do belo filme de Bernardo Bertrolucci, 'Os Sonhadores'. Veja programação aqui.

domingo, 11 de maio de 2008

O primeiro encontro

Havia colocado o celular para despertar quarenta minutos antes do combinado. Era pontual e sempre se orgulhou disso. Calculou que se arrumava em pouco menos de meia hora. Em dez chegava no local do encontro, sem precisar andar muito rápido. Ficavam aí uns 3 minutos para se olhar no espelho e passar na varanda para olhar a rua (sempre fazia isso antes de sair se estivesse tensa ou muito feliz).

Quando o celular tocou sentiu uma leve raiva. Havia conseguido cochilar naquela uma hora depois dos dias de insônia. Mas isso é especulação. Na verdade, ela poderia apenas não querer ir até ele. Ou nada disso. Apenas se irritou com aquele toque irritante:

- Desde que tomou chuva que essa porcaria não liga, não toca direito e toca músicas malucas.

Mudou novamente o toque do telefone. Levantou-se sem pensar em nada, porque certa vez leu que sábio era aquele que vivia sem se perguntar por quê. Não que concordasse com isso, mas a idéia combinava com o momento. Tomou banho, vestiu-se, penteou-se e escovou os dentes. Olhou seu rosto de perto no espelho e por um instante tentou imaginar o que nela havia mudado naqueles anos e o que ele poderia ver de mudança. Rapidamente fechou os olhos e afastou-se do espelho. A idéia de que os sábios não se perguntam voltou à mente e ela voltou a pensar em nada.

De volta ao quarto tentou olhar pouco para o que estava ao redor. Muito do que havia ali faria com que ela caísse na tentação de pensar. Passou seu perfume. Era um bom perfume e a fazia sentir-se segura. Chaves, dinheiro e cartão nos bolsos. Tomou um copo de água e já ia em direção à porta quando lembrou-se de algo. Voltou a passos lentos e parou na varanda. Permitiu-se pensar por alguns segundos, talvez uns dois minutos. Retomou o passo rápido e firme de sempre. As mãos começaram a suar, como de costume. Enxugou-as na calça quando saiu do elevador. Olhou no relógio e havia se atrasado. Andou bem rápido ao encontro dele, sem pensar em nada, enxugando as mãos e por vezes mexendo na orelha (uma mania que tem desde criança). Chegou 5 minutos atrasada e o vê-lo em pé na porta do edifício tentou pensar no que ia dizer. Conteve-se, manteve a decisão de não pensar e seus lábios, sozinhos, disseram:

- Continua pontual.
- Bom ver que você ainda lembra de mim.
- É involuntário. Percebi logo que o exercício de tentar esquecer era em vão.

Ele apenas moveu as sobrancelhas. Cumprimentaram-se e seguiram para a noite que os esperava. Ela sem pensar, ele... Bom, ele é indescritível.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Na hora do expediente

Não nos encontrávamos há muito tempo. Bodão ontem me disse que Faveleiro estaria pelas bandas da Maré e que podíamos tomar uma cerveja. Convenci Capilo a ir trabalhar só por isso. No fim, Faveleiro não apareceu e combinamos de nos ver na terça, num bar em frente a Uerj. Mas eu, Bodão e Capilo não perdemos a viagem. Saímos pra almoçar e aí já era... No fim, a Comunicação ganhou de 5 na sinuca, jogando contra os Direitos Humanos. Bodão meu filho: quem nasceu pra psicólogo, não chega a sinuqueiro. De resto, o expediente hoje rendeu...





Créééuuu

Mesmo para aqueles que não gostam de política, eis aqui um momento memorável que em nada lembra a imunda e inerte politicagem brasileira. Trata-se da resposta dada por Dilma Roussef ao DEMOcrata José Agripino na CPI dos cartões corporativos. A fala é emocionada e concluída de forma brilhante, para não nos deixar esquecer que mesmo a indiferença é uma tomada de posição:

- Eu acredito, senador, que nós estávamos em momento diversos da nossa vida em 70. Eu asseguro para o senhor que eu tinha entre 19 e 21 anos e de fato combati a ditadura.

Como bem disse um amigo no bar ontem, o problema da Dilma é só um: ela é PT.



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